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Gaúcho radicado nos EUA, Grecco Buratto vem ao RS para lançamento do livro “Só Palavras” e do álbum “Sem Palavras”

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Grecco Buratto - Foto: John Taylor

No dia 18 de outubro (quarta-feira), entre 19h e 19h30, o guitarrista, compositor e produtor gaúcho Grecco Buratto autografa “Só Palavras” na Feira Literária de Taquara. No dia 25 (quarta), às 20h, o lançamento acontece em Porto Alegre, na Casa Luz (Rua Lavradio, 64 – Petrópolis), junto com seu mais recente álbum “Sem Palavras”. A noite na Capital será, também, de encontro com amigos, músicos e velhos parceiros de shows antes de regressar ao show business internacional.

“Só Palavras”, editado pela Editora Versiprosa, aconteceu durante a pandemia, tempo suficiente para que o artista revisitasse seus cadernos de anotações, gravasse os versos e organizasse tudo para uma futura publicação. Já o álbum traz dez composições inéditas que, segundo o artista, “são coisas que tenho há mais de 20 anos, que não tem letra, mas a música está feita”.

Dos palcos para a literatura
A poesia de Grecco Buratto sempre esteve vinculada à música, mesmo compondo mais melodias do que letras. E foi em um sonho que inverteu esse processo.

“Aos 18 anos, mudei de país para estudar música. Quando as palavras eram mais fortes do que o medo de ser descoberto, arriscava rabiscar algumas ideias de versos e frases. Eram apenas rabiscos avulsos que, na maior parte das vezes, não tinham acompanhamento musical; quando tinham, eram abandonados sem conclusão. Em 2004 – quase dez anos após minha mudança –, já trabalhava como músico profissional, acompanhando artistas conhecidos, gravando discos e trilhas sonoras. Tinha uma agenda bastante ocupada e o acúmulo do estresse – aliado a diversos outros fatores – culminou em um ataque de pânico. Fui parar no hospital. Após esse episódio, resolvi efetuar algumas mudanças na minha vida: passei a ser mais seletivo com a quantidade – e a qualidade – dos trabalhos que aceitava fazer e a experimentar coisas que durante a adolescência havia deixado de experimentar por medo ou culpa, enfim… Nessa época eu estudava sonhos, seus significados e simbologias. Uma noite, sonhei que estava sentado em uma mesa de bar tomando um café com dois dos meus escritores favoritos, José Saramago e Gabriel García Márquez. Durante o sonho, tive a nítida consciência de que eu tinha algo a dizer que eles não haviam dito ainda! Naquela manhã, acordei feliz como se acorda com a memória de um sonho bom. Levantei e fui tomar banho com a sensação visceral de que era preciso começar a escrever. Assim que saí do chuveiro, me sentei à mesa com meu caderno e me permiti escrever – dessa vez, sem julgamentos, censura ou edição da minha parte. Escrevi três páginas ininterruptas, fechei o caderno e segui com a programação normal do meu dia. Repeti o exercício na manhã seguinte e nas semanas que se seguiram, até que saíram os primeiros versos. Até aquele momento, tinha escrito apenas músicas sem letras e, durante as manhãs em que escrevia, cheguei à conclusão de que estava percorrendo o outro lado de um mesmo caminho: escrevendo letras sem música (…) fazer um livro – Só palavras –, com os textos para os quais não havia escrito música, e um disco – Sem Palavras –, reunindo todas as músicas para as quais não havia escrito letras (…) Duas metades que se complementam, mas são, ao mesmo tempo, independentes; podem ser apreciadas e desfrutadas juntas ou separadamente”, diz ele no posfácio.

Grecco Buratto nasceu em Caxias do Sul e foi criado em Taquara, onde ainda vive a sua família. Começou a estudar violão aos sete anos de idade e, em 1995, aos 18, mudou-se para Los Angeles, onde recebeu o diploma de musicista no Guitar Institute of Technology. 

A partir de então, gravou discos de artistas, como Cristina Aguilera, Dionne Warwick, Earth Wind and Fire, Macy Gray, George Duke, Gloria Estefan, Pink e Roberto Carlos, e acompanhou outros tantos, caso de Andrea Bocelli, Anastacia, Enrique Iglesias, Gwen Stefani, Lionel Richie e Mandy Moore.

Grecco também trabalhou com Sergio Mendes, Airto Moreira e Flora Purim, músicos que, como ele, são brasileiros radicados nos EUA. Compôs para os seriados de televisão “Dawson Creek”, “Jack and Bobby”, “Everwood” e “Brothers and Sisters” e teve música no filme “Last Vegas” (co-escrita por Lucy Woodward e pelo compositor ganhador do Grammy Itaal Shur), além de gravar com os compositores Gustavo Santaolalla, James Newton Howard e Blake Neely para as trilhas sonoras dos filmes “Miami Vice”, “RV”, “A Filha do Presidente” e “Sabor da Paixão”.

“Essas coisas todas” (2014) – seu primeiro disco solo, foi considerado um dos dez melhores discos latinos do ano pelo crítico Ernesto Lechner, do Los Angeles Times.
Integrou a banda de Shakira na turnê “Sale El Sol”, realizada entre 2010 e 2011.

Fonte: Projeção Cultural

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