Carlos André Moreira lança, pela Casa de Astérion, nova edição do romance Tudo o que Fizemos

No interior do Rio Grande do Sul, no início dos anos 1990, quatro adolescentes se veem no centro de um conflito com a direção da escola em que estudam. Movidos por um impulso político, decidem organizar um protesto. Mas o plano falha, e um deles acaba responsabilizado sozinho. A partir desse ponto de ruptura, os demais precisam encarar a própria covardia, os limites da amizade e as consequências de suas escolhas. Assumir a culpa junto ao colega ou deixá-lo enfrentar tudo sozinho?

Este é o dilema que conduz a narrativa de Tudo o que Fizemos, romance de Carlos André Moreira que ganha nova edição pela Casa de Astérion. A obra será lançada no sábado, 11 de outubro, às 16h, em um bate-papo com Samir Machado de Machado na Livraria Paralelo 30 (Rua Vieira de Castro, 48, bairro Farroupilha – Porto Alegre/RS). Esta nova edição tem 266 páginas e preço de capa de R$ 79. Também inclui fotos do próprio autor em visita à cidade natal no verão de 2024/2025.

Capa “Tudo o que fizemos” – Carlos André Moreira

O autor constrói um romance que mergulha nas tensões da adolescência — o medo de não pertencer, a agressividade nas relações entre jovens, a descoberta da sexualidade, o desejo de se afirmar diante do mundo — e que expõe como esses sentimentos se entrelaçam com os reflexos de um país ainda marcado pela ditadura militar. A herança política das gerações anteriores — pais e professores que foram ou apoiadores do regime ou seus opositores — paira sobre os personagens e influencia diretamente suas atitudes, mesmo quando pensam agir por conta própria.

A obra vai além do retrato de uma época. Nas palavras de Luiz Antonio de Assis Brasil, trata-se de um “documento acerca da alma humana”. Com uma escrita direta e envolvente, por vezes dura, o autor conduz o leitor por uma narrativa de enfrentamento com o outro e consigo mesmo, num enredo marcado por conflitos morais, afetivos e sociais. 

Já para Simone Saueressig, a publicação “enfoca a difícil e tortuosa trilha do amadurecimento, que começa com as perdas, os encontros, os enfrentamentos com o outro e consigo mesmo através do outro. Afinal, todos temos contas para acertar com nossas memórias, com o nosso cotidiano. Carlos André consegue fazer isso com um texto honesto, às vezes duro e sempre surpreendente“.

Carlos André Moreira é natural de São Gabriel (RS). Jornalista e escritor, é formado em Comunicação Social (UFRGS) e mestre em Literatura Portuguesa (UFRGS). Atua desde 2002 como crítico literário. É autor do romance “Tudo o Que Fizemos” (2009) e publicou contos em coletâneas como “Fake Fiction” (Dublinense, 2020), “O que resta das coisas” (Zouk, 2018) e “Tu Frankenstein II” (2015). Atualmente, mantém o projeto literário Admirável Mundo Livro e é colunista da plataforma SLER e da Revista Parêntese.

Fonte: Simone Lersch – Assessoria de Comunicação
Carlos André Moreira – Acervo pessoal

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