Uma Noite no Iberê: Café Iberê lança jantares harmonizados precedidos de visita guiada à Fundação e música ao vivo
O Café Iberê inaugura, no dia 27 de janeiro, um novo projeto cultural-gastronômico que convida o público a desacelerar e habitar a arte com tempo e atenção. Batizada de “Uma Noite no Iberê”, a série propõe encontros mensais, sempre na última terça-feira de cada mês, reunindo apenas 30 pessoas para uma experiência que começa no olhar e se estende ao paladar.
Mais do que um evento gastronômico, o projeto se apresenta como um verdadeiro ritual de fruição. A noite inicia com uma visita guiada à Fundação Iberê, conduzida de forma íntima e sem pressa, favorecendo uma relação mais silenciosa e profunda com a arquitetura, as obras e o horizonte. Em seguida, o grupo segue para um jantar harmonizado no Café Iberê, onde gastronomia e vinho caminham em equilíbrio.
Antes do jantar, a noite se abre para a música. A flautista Ana Carolina Bueno conduz um momento de escuta e pausa, com a sonoridade elegante e hipnótica da flauta transversal. O repertório percorre melodias brasileiras de caráter quente e tropical. Clássicos como Aquarela do Brasil, Fascinação e Garota de Ipanema convivem com canções profundamente ligadas ao território gaúcho, como Céu, Sol, Sul, Terra e Cor e Querência Amada.
Cada edição contará com a presença de uma vinícola boutique convidada, responsável não apenas pela harmonização, mas também pela apresentação dos vinhos ao longo do jantar, criando um diálogo direto entre produtores e convidados. As mesas compartilhadas estimulam a convivência, a troca de impressões e a construção de uma experiência coletiva, pensada para favorecer encontros e boas conversas.
A primeira edição acontece no dia 27 de janeiro, com menu servido em três tempos — entrada, prato principal e sobremesa — e harmonização assinada pela Vinícola Cão Perdigueiro, convidada inaugural da série. O valor da experiência é R$ 390, incluindo visita guiada e jantar.
O roteiro da noite foi cuidadosamente desenhado:
– 19h às 20h: visita guiada à Fundação Iberê
– 20h às 22h: música seguida de jantar harmonizado
O menu é assinado pelo chef Mateus Monteiro, responsável também pela gastronomia do Café da Catedral. A entrada, “Rio”, apresenta pirarucu delicadamente curado em ceviche, acompanhado de manga verde, carambola e lichia, com azeite de urucum e crocante de tapioca com aroeira, em harmonização com o Trebbiano da Vinícola Cão Perdigueiro, elaborado com uvas de Farroupilha. No prato principal, “Terra”, o ancho defumado surge envolto em molho de missô gaúcho, servido com risoni de cogumelos frescos e espinafre, acompanhado de um Tannat safra 2023, produzido com uvas colhidas em Viamão. A experiência se encerra com a sobremesa “Verão”, que combina pão de ló de limão siciliano embebido em limoncello, butiá, abacaxi flambado no gin, sorbet de goiaba e crocante de abóbora, harmonizada com o Moscatel da Cão Perdigueiro, elaborado a partir de uvas Moscato Giallo de Farroupilha.
As vagas são limitadas e as vendas acontecem diretamente pelo Instagram (https://www.instagram.com/cafeibere/) e WhatsApp do Café Iberê (51) 99902-5574.
Vinícola Cão Perdigueiro
Projeto autoral que nasceu de forma quase acidental, a Vinícola Cão Perdigueiro se consolida hoje como um dos nomes mais inquietos da nova vitivinicultura brasileira. Criada a partir de vinhos elaborados inicialmente para consumo próprio, entre família e amigos, em 2017, a marca ganhou corpo quando a demanda espontânea por garrafas — que sequer estavam à venda — despertou a possibilidade de comercializar pequenas quantidades, viabilizando novas produções a partir da safra de 2018.
Sem vinhedos próprios ou estrutura fixa de vinícola, a Cão Perdigueiro encontrou no próprio nome seu conceito fundador. Inspirado na raça conhecida pela habilidade de caça, o projeto atua como um verdadeiro caçador de terroirs, buscando vinhedos, uvas e parcerias em diferentes regiões para dar origem a vinhos de produção limitada, artesanal e profundamente conectados à origem da matéria-prima. Atualmente, a vinícola trabalha com uvas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, mantendo também diálogo com produtores de outras regiões do país — um movimento contínuo de pesquisa, deslocamento e descoberta que reflete a essência do projeto.
Flautista Ana Carolina Bueno
Destaque na cena gaúcha, a flautista Ana Carolina Bueno é bacharel em Flauta Transversal pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com formação inicial na Escola de Música da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA). Atua há mais de 20 anos como artista, educadora e gestora cultural, com trajetória marcada pela circulação em formações orquestrais e projetos especiais.
Ao longo de sua carreira, dividiu o palco com importantes nomes da música brasileira, como Ivan Lins, Zizi Possi, Guilherme Arantes, Gustavo Lima, Mário Adnet, Renato Borghetti, Ernesto Fagundes, entre outros. Atuou como flautista convidada em formações como a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), Orquestra Theatro São Pedro, Orquestra de Câmara da ULBRA, Banda Municipal de Porto Alegre e Orquestra Sinfônica de Gramado.
Foi uma das mais jovens artistas a receber o Prêmio Trajetórias Culturais – Mestra Griô Sirley Amaro. É idealizadora do projeto Vida de Flautista, iniciativa que articula criação artística, formação de público e gestão cultural, englobando projetos como o “Vida De Flautista Circuito de Concertos Didáticos”, “Sonhos em Cena”, “O Palco Da Vida” e “Eminence”.
Fonte: Tati Feldens – Assessoria de Imprensa
