Operação Equi-Cobre no RS apreende cerca de 200 kg de material furtado da rede elétrica 

O Grupo Equatorial realizou, na manhã desta quarta-feira (22), a primeira edição de 2026 da Operação Equi-Cobre, uma iniciativa estratégica com foco preventivo, educativo e de fiscalização para combater o furto e a receptação de cabos de cobre e equipamentos elétricos. A ação ocorreu de forma simultânea nos sete estados onde a companhia atua na distribuição de energia: Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Goiás, Amapá e Rio Grande do Sul. 

No Rio Grande do Sul, foram fiscalizados 14 alvos: cinco em Viamão, seis em Cidreira e três em Pelotas. Foram localizados cerca de 200 kg de material furtado da rede elétrica. Um casal, proprietário de um comércio de material reciclável, foi preso em flagrante por receptação de material elétrico furtado, e o responsável por um segundo estabelecimento foi conduzido para prestar esclarecimentos junto à Polícia Civil. 

Em um dos cinco estabelecimentos fiscalizados em Viamão, foram encontrados mais de 150 kg de cabos de alumínio de baixa e média tensão furtados da rede elétrica. O casal responsável pelo local, no bairro Cecília, foi preso em flagrante pela polícia pelo crime de receptação. 

No terceiro alvo fiscalizado em Viamão, foram encontrados 3,1 kg de materiais utilizados no sistema de aterramento de subestações de energia. O proprietário foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. 

Em dois dos três locais fiscalizados em Pelotas, no sul do Estado, a polícia localizou material furtado. A equipe técnica da CEEE Equatorial identificou 20 kg de cobre em uma reciclagem e outros 10 kg em outro estabelecimento, ambos localizados no bairro Dunas. Os responsáveis foram apenas notificados pela polícia. 

Em Cidreira, no Litoral Norte, foram localizados 15,6 kg de cabos de alumínio e 2,3 kg de cabos de cobre furtados da rede elétrica. Não foram realizadas prisões em flagrante no local. 

Risco para o sistema elétrico 
A Operação Equi-Cobre visa ainda combater o comércio ilícito de materiais pertencentes à concessionária, fortalecer a atuação conjunta com os órgãos de segurança pública e conscientizar a sociedade sobre os riscos, impactos e prejuízos causados por esse tipo de crime, que compromete diretamente a segurança da população e a continuidade do fornecimento de energia. 

Essa iniciativa contribui diretamente para a proteção da infraestrutura elétrica, reduz riscos à população e garante a continuidade do fornecimento de energia, reforçando o compromisso do Grupo Equatorial com a segurança, a eficiência operacional e a responsabilidade social“, afirma Johnathan Costa, gerente de Segurança Empresarial do Grupo Equatorial. 

A Operação Equi-Cobre foi realizada em parceria com as forças de segurança, aliando ações preventivas, educativas e de fiscalização. A iniciativa contou com o apoio das polícias Militar e Civil, das secretarias de Segurança Pública e das guardas civis municipais (GCMs) nos estados participantes. 

Resultados 
Em 2025, a operação recuperou, além de cabos de cobre e alumínio, cerca de 20 transformadores, diversos materiais elétricos e 184 postes desviados. As ações também resultaram em 159 prisões. O Rio Grande do Sul concentrou o maior valor recuperado, com R$ 930,8 mil, e 135 postes reinstalados. Goiás registrou o maior volume de cabos recolhidos (36.608 kg) e contabilizou 29 prisões. 

O Piauí realizou 53 operações, recuperando 4.485,50 kg de cabos, avaliados em R$ 162,4 mil. O Pará recolheu 6.427,50 kg, totalizando R$ 72.235,32. Maranhão e Alagoas registraram 1.525,40 kg e 2.420,90 kg, somando R$ 54,2 mil e R$ 24,3 mil, respectivamente. No Amapá, não houve recuperação de cabos ao longo do ano, mas foram apreendidos materiais diversos avaliados em R$ 7,5 mil.  

Legislação mais rígida   
O combate ganhou um reforço jurídico com a sanção da Lei nº 15.181, em meados de 2025, que endureceu as penas para crimes envolvendo infraestruturas essenciais:  

  • Furto qualificado: pena de 2 a 8 anos de reclusão e multa;  
  • Roubo com impacto em serviços públicos: 6 a 12 anos de reclusão e multa;  
  • Receptação simples: até 4 anos de reclusão e multa;  
  • Receptação qualificada: até 8 anos, podendo chegar a 16 anos se envolver bens ligados a serviços essenciais.  

Denuncie  
A colaboração da população é vital. Denúncias anônimas podem ser feitas à Brigada Militar (190), Disque Denúncia Secretaria de Segurança (181), Disque Denúncia Polícia Civil (197) ou pela Central de Atendimento da CEEE Equatorial: 0800 721 2333. 

Fonte: Critério
/divulgação

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.