Cinemateca Paulo Amorim recebe pré-estreia de “Minha Terra Estrangeira”

“Minha Terra Estrangeira”, documentário dirigido pelo coletivo Lakapoy, Louise Botkay e João Moreira Salles, será exibido na quinta-feira, dia 8 de outubro, às 19h15, na sala Paulo Amorim, da Cinemateca Paulo Amorim (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre). Após a sessão, haverá um debate com João Moreira Salles e Ubiratan Suruí, e mediação do jornalista Roger Lerina. A exibição tem entrada franca e os ingressos serão distribuídos uma hora antes da sessão, diretamente na bilheteria.

O filme acompanha dois personagens, pai e filha, durante os 40 dias que antecederam as eleições de 2022. O pai, Almir Suruí, é um líder indígena candidato a deputado federal por Rondônia, um dos estados mais pró-Bolsonaro do país; já a sua filha, Txai Suruí, é uma jovem ativista ambiental que se dedica à luta pela floresta.

O coletivo Lapakov, formado por cineastas indígenas do povo Paiter Suruí e não indígenas — ao qual se soma a realizadora Louise Botkay —, acompanhou a campanha do pai; enquanto isso,  Moreira Salles filmou a filha. O resultado preserva essas duas perspectivas, bem como o contraste entre elas. Em paralelo com os acontecimentos da campanha eleitoral, outros temas se destacam: quem representa, como representa e, crucialmente, qual noção de tempo a cronologia da história deve respeitar — a do indígena ou a do branco?

“Minha Terra Estrangeira” já marcou presença em vários festivais. Após estreia no É Tudo Verdade 2025, participou também do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, em Goiás; Santiago Festival Internacional de Cine, no Chile; Festival do Rio;  International Documentary Film Festival Amsterdam; Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte; Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano de La Habana, em Cuba; Big Sky Documentary Film Festival, nos EUA; Hot Docs – Festival Internacional de Documentários, no Canadá; Mostra Ecofalante de Cinema, em São Paulo; Bonito CineSur, em Mato Grosso do Sul; e integrou ainda as mostras COP 30 – Mostra Amazônia, em Belém, e BFI – Brazil on Film, no Reino Unido.

Fonte: Mônica Kanitz, jornalista
Direção e curadoria da Cinemateca Paulo Amorim – SEDAC

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