Alto executivo da Midea fala sobre o potencial do mercado de ar-condicionado no País

De acordo com dados estimados pela Associação Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), apenas 20% das moradias brasileiras possuem aparelho de ar condicionado. E, dentre elas, a maior parte dos aparelhos fica em apenas um cômodo da casa, em geral, o quarto do casal. Este é um dos cenários do mercado de climatização no Brasil, com cerca de 80% de possibilidade de vendas para consumidores ainda não atendidos. Em visita a Porto Alegre para a convenção de vendas da empresa gaúcha Denteck – que atua em 11 estados brasileiros com distribuição de ar-condicionado -, o diretor comercial nacional da Midea, Marcos Manoel Torrado, traçou um cenário de desafios e oportunidades para este segmento.

O crescimento da demanda no Brasil, por conta do nosso clima tropical nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, tal como o calor crescente devido ao aquecimento global impactando as regiões Sul e Sudeste, é contínuo e crescente“, detalha o executivo. Ou seja, para muitos brasileiros, é um item de primeira necessidade, e para outros, é um item de conforto extra. De acordo com Marcos, enquanto o Norte do País precisa de climatização o ano inteiro e possui poder de compra menor, no Sul, a sazonalidade do uso tem impacto negativo na venda, porém, o poder de compra é maior.

Atualmente há 130 milhões de aparelhos instalados no Brasil e as projeções do mercado profissional de instalação são 160 milhões até 2050. Fora que, no ambiente de trabalho, passou a ser um item de conforto fundamental para os colaboradores. Apesar da alta oportunidade de crescimento, estão entre os desafios do nicho a eficiência energética nos equipamentos, que a cada ano precisa ser maior de acordo com normas governamentais, e a automação, que encarece o produto final e, ao mesmo tempo, o cliente exige que vá além do controle remoto e alcance sistemas como a Alexa, da Amazon.

Em um cenário econômico global, impactado pela variação do dólar, as empresas fabricantes dos aparelhos de ar como a Midea, enfrentam a instabilidade na hora compra de componentes oriundos de países asiáticos. 

Oportunidades – Além da venda do primeiro aparelho para milhares de famílias, cresce o segmento retrofit, no qual os equipamentos antigos são substituídos por novos. Fora que as construtoras e incorporadoras têm projetado prédios com espera para os aparelhos e até mesmo entregando a obra com ar-condicionado instalado – central ou por unidade.

O executivo da Midea revelou também que 65% dos compradores na internet são homens, com mais de 35 anos e das classes A e B. Cerca de 50% das vendas nacionais acontecem online e 50%, offline. São perto de 7 mil pontos de venda de eletrônicos linha branca no País que também comercializam ar-condicionado e 225 empresas especializadas como a gaúcha Denteck Climatizacao, que atua em toda a cadeia – desde o estoque de aparelhos, desenvolvimento de projetos de engenharia climática profissionais, entrega dos produtos e instalação por meio de uma ampla rede de parceiros em todo o Brasil.

Fonte: QG Comunica
Marcos Torrado – Credito: Rafael Beck

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