Autismo cresce no Brasil e desafia inclusão
O Brasil já soma cerca de 2,4 milhões de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o equivalente a 1,2% da população, segundo o IBGE (Censo 2022). Apesar do avanço no diagnóstico, a inclusão ainda não acompanha — sobretudo fora do ambiente escolar. É nesse contexto que o Instituto Justiça direcionou, em abril, uma série de ações e definiu o tema como prioridade para 2026.
O Abril Azul concentrou atividades voltadas à qualificação do debate e à aproximação entre discurso e prática. O Instituto esteve em instituições de ensino e organizou iniciativas próprias.
Em Porto Feliz (SP), esse trabalho se traduz em dois equipamentos voltados ao atendimento de crianças com TEA. O Centro Infantil Especializado Municipal (CIEM) atua na primeira infância, com atendimento integrado e preparação para a escola regular. O Centro Infantil Terapêutico Municipal (CITEM) amplia esse acompanhamento no contraturno, com terapias como fonoaudiologia, psicologia e terapia ocupacional.

Na educação, estudantes com TEA já representam a maior parte das matrículas da educação especial no país, conforme dados organizados pelo Instituto Rodrigo Mendes com base no Censo Escolar. O dado reforça a urgência de ampliar o olhar para além do acesso à escola, avançando em estruturas de cuidado, acompanhamento e desenvolvimento que considerem as necessidades de cada criança e de suas famílias. “Falar sobre autismo é falar sobre inclusão com responsabilidade. Para o Instituto Justiça, esse tema não pode estar restrito a uma data ou campanha: ele precisa orientar decisões, investimentos e práticas contínuas. Nosso papel é contribuir para que crianças com TEA e suas famílias tenham acesso a estruturas de cuidado mais completas, capazes de apoiar o desenvolvimento, fortalecer vínculos e ampliar possibilidades reais de inclusão”, afirma Glenda Passuelo, gerente executiva do Instituto Justiça.
Para o Instituto Justiça, o foco passa a ser a construção de respostas contínuas, com avanço na implementação ao longo de 2026. A prioridade dada ao tema busca fortalecer caminhos que aproximem diagnóstico, cuidado, educação e inclusão, contribuindo para que o debate se traduza em ações consistentes e de longo prazo.
Fonte: Carmen Carlet – Conexão e Conteúdo
Crianças atendidas no CIEM Porto Feliz
