Cinco passos para investir melhor: como equilibrar sua carteira de acordo com seu perfil

Entender seu perfil de investidor é essencial para investir com mais eficiência, mas não deve ser o único passo para definição do seu portfólio ideal. Para a construção de uma carteira de investimentos personalizada e adequada aos seus objetivos de longo prazo, quanto mais informações e dados sobre sua vida financeira, patrimonial e até comportamental, melhor. É aí que entra o planejamento financeiro.

O maior risco para o investidor não está necessariamente na oscilação de mercado de curto prazo, mas em não alcançar sua meta financeira de longo prazo. Mais importante do que fugir dessa volatilidade é garantir que sua carteira esteja alinhada ao seu plano. A política de investimentos, definida a partir do planejamento financeiro, é uma bússola que deve orientar de forma mais precisa, qual é a carteira ideal que torna o planejamento financeiro mais viável”, explica Renato Sarreta, líder regional da XP no Sul.

Dicas práticas para começar uma carteira de investimentos
O primeiro passo é montar uma reserva de emergência, que serve como um colchão de liquidez, garantindo que você esteja mais preparado para imprevistos e evitando que situações inesperadas comprometam seu planejamento financeiro de longo prazo. “Independentemente do perfil, todo investidor precisa de um colchão financeiro em produtos líquidos e conservadores, como Tesouro Selic, CDBs e fundos DI apenas com risco soberano”, afirma Sarreta.

Com a base construída, o próximo movimento deveria ser o de elaborar um planejamento financeiro, uma estratégia, ao menos com informações básicas, porém objetivas, que ajudem o investidor a quantificar melhor o seu desafio de quanto poupar, por quanto tempo e qual a rentabilidade que precisa buscar. A partir daí, conhecer seu perfil de investidor é essencial para calibrar qual tipo de riscos você vai querer assumir para atingir seus objetivos financeiros, considerando sua experiência com investimentos (ou a falta dela), seu nível de conhecimento sobre os ativos e produtos financeiros e até mesmo aspectos comportamentais, para entender como possivelmente você agirá em determinadas situações de mercado.  

O relatório de alocação da XP mostra que as carteiras são elaboradas de acordo com o nível de risco: atualmente, em novembro de 2025, a recomendação é que uma carteira de perfil conservador tenha cerca de 70% alocados em renda fixa pós-fixada; a moderada, 32,5%; e a sofisticada, 12,5%, sendo que nessas duas últimas, há mais espaço para outros ativos como fundos multimercados, ações e até mesmo  investimentos alternativos. “Diversificar não é espalhar por espalhar — é equilibrar os riscos. Mesmo investidores conservadores precisam diversificar seus investimentos, com o ativo certo, no tamanho ideal, e dentro de um plano”, comenta o líder regional.

Outro ponto essencial é ter clareza sobre qual o horizonte de tempo para aquele investimento. “O investidor que tem objetivos de longo prazo, mas acompanha de perto as oscilações dos preços dos ativos corre o risco de perder o foco na sua meta final. “O mercado oscila, mas os objetivos de longo prazo permanecem e podem ser atingidos se o portfólio estiver bem elaborado”, afirma. Outro ponto focal importante deve ser a disciplina em poupar recursos periodicamente, realizando aportes de forma recorrente, para que o sucesso financeiro a longo prazo seja alcançado sem precisar depender tanto de cenários macroeconômicos e/ou de buscar sempre retornos muito elevados, consequentemente tomando mais riscos. “Investir é uma maratona, não uma corrida de cem metros. Ter paciência e seguir a estratégia faz toda diferença”, complementa.

Por fim, é importante revisar periodicamente a carteira, especialmente quando há mudanças em nossa vida que impactem o planejamento financeiro, mas também é importante  estar atento às mudanças no cenário econômico. O relatório de alocação de novembro da XP destaca uma movimentação de redução da parcela em crédito privado pós-fixado (CDI+) e um respectivo aumento aumento na exposição em ações nas carteiras dos perfis moderado e sofisticado — um ajuste para que as carteiras de mais risco se adequem melhor ao atual estágio dos ciclos econômico e monetário no Brasil. “Assim como o cenário muda, a vida do investidor também muda. Rebalancear a carteira é uma ferramenta importante na busca de mais eficiência”, explica Sarreta.

O equilíbrio entre segurança e rentabilidade é trabalhado constantemente, sempre com foco no longo prazo e nos objetivos de cada investidor. “Investir não é sobre adivinhar o futuro, mas sobre estar preparado para ele”, conclui o executivo.

Fonte: Copebr
Divulgação Freepik

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