Coalizão pelo Impacto Porto Alegre celebra cinco anos de atuação com evento no Tecnopuc  

Os cinco anos de atuação da Coalizão pelo Impacto Porto Alegre serão celebrados no dia 21 de outubro com o evento “Porto do Impacto”, que será realizado das 15h às 18h, no Tecnopuc. O encontro reunirá líderes, empreendedores de negócios de impacto, financiadores, organizações parceiras, representantes do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE) e de todo setor para reconhecer os avanços construídos desde 2022 e olhar para os próximos caminhos do ecossistema de impacto na capital.  

Ao longo deste período, mais de 200 negócios foram apoiados por iniciativas da Coalizão pelo Impacto em Porto Alegre, considerando diferentes tipos e intensidades de suporte. A atuação também contribuiu para destravar R$ 70,7 milhões de outros recursos, como investimentos, créditos e doações, e destinou R$ 3,1 milhões para ações diretas na cidade. O ecossistema local conta, ainda, com 32 pessoas no conselho local e teve mais de 30 eventos realizados com agenda de impacto socioambiental. Os dados são consolidados de agosto de 2022 a julho de 2026.  

Mais do que ampliar o número de negócios apoiados, a trajetória da Coalizão em Porto Alegre foi marcada pela articulação entre diferentes atores. Ao longo dos cinco anos, foram desenvolvidas iniciativas voltadas à formação, aceleração, conexão e acesso a recursos, envolvendo organizações de apoio a empreendedores, universidades, empresas, instituições financeiras e poder público.  

Entre os destaques, estão os programas “De volta para o Futuro: Resiliência e Inovação” e o “Recria POA”, construídos de forma colaborativa pelo conselho local como resposta para a inundação de 2024, apoiando 14 negócios diretamente afetados e dando visibilidade para sete negócios de impacto direcionados para a questão ambiental que possuem soluções sustentáveis e de regeneração; a Caravana de Impacto, voltada a fortalecer e conectar o ecossistema gaúcho de inovação, que começou em 2025 e tem nova edição neste ano. Na primeira edição, a iniciativa percorreu oito regiões do Rio Grande do Sul, promovendo conexões e dando visibilidade a startups e negócios de impacto com soluções para desafios sociais, ambientais e econômicos do Estado. Além dessas iniciativas, localmente, foram promovidos um Demoday com o setor público de Porto Alegre; programas de letramento/capacitação/aceleração, tais como: Economia de Impacto, Acelera Impacto e Teia.    

Em 2026, outro movimento de destaque foi o ImpactaRS, lançado no espaço do Banrisul no Instituto Caldeira em março. O programa selecionou 30 negócios de impacto socioambiental, representantes de 17 municípios gaúchos, além de dois de outros Estados com atuação no Rio Grande do Sul. Os empreendimentos estão participando de uma jornada de capacitação, mentorias e preparação para acesso a capital.    

Para a coordenadora da Coalizão pelo Impacto Porto Alegre, Ana Lúcia Suárez Maciel, os cinco anos representam a consolidação de uma rede que passou a atuar de forma cada vez mais articulada: “A trajetória da Coalizão em Porto Alegre mostra a força de uma construção colaborativa. Ao longo destes cinco anos, aproximamos organizações, negócios, universidades, empresas, financiadores e poder público, criando conexões e iniciativas capazes de compreender a importância e potencializar a atuação dos negócios de impacto. O principal legado é justamente esta rede orquestrada, que hoje tem mais capacidade de apoiar esses negócios para que possam entregar soluções ao território e ampliar o impacto. Agora, nosso propósito é fortalecer esse protagonismo e seguir avançando numa agenda conjunta.”  

Para a diretora-executiva do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), Carla Duprat, Porto Alegre conseguiu transformar a articulação construída pela Coalizão pelo Impacto também em respostas concretas aos desafios recentes do território. Entre elas, estão o “Recria POA”, criado para apoiar empreendimentos diretamente impactados pelas enchentes de 2024; o “De Volta para o Futuro – Resiliência e Inovação”, voltado a startups com soluções para prevenção e superação de eventos climáticos extremos; e o ImpactaRS.  

“Porto Alegre mostra como um ecossistema conectado pode transformar articulação em ação, inclusive nos momentos em que o território mais precisa. Esse é um legado importante destes anos: fortalecer negócios, mobilizar diferentes atores e construir soluções que respondam aos desafios sociais, econômicos e ambientais. O próximo passo é ampliar esse protagonismo local e fazer com que a rede siga gerando impacto e resiliência até 2030″, afirma Carla.  

O evento Porto do Impacto será um momento de celebração entre os diferentes atores que participaram desta trajetória. A programação terá a apresentação de um vídeo especial sobre os cinco anos da Coalizão pelo Impacto em Porto Alegre, reunindo momentos, iniciativas e histórias construídas no território. O evento contará, ainda, com a Feira da Caravana de Impacto, no dia 22, entre 13h e 21h, durante o Tecnopuc Experience.  Estarão reunidos 33 startups e negócios de impacto que participaram da Caravana, representando as nove regiões do Estado contempladas pela iniciativa. Os expositores apresentarão seus produtos, serviços e soluções voltados à geração de impacto social e ambiental positivo. A iniciativa integra a Caravana de Impacto RS, realizada pelo Impact Hub Porto Alegre, em correalização com o Sebrae RS e com apoio da Coalizão pelo Impacto Porto Alegre.  

A Coalizão Pelo Impacto 
A Coalizão pelo Impacto, que acontece simultaneamente em mais cinco cidades –   Belém, Brasília, Campinas, Paranaguá e Fortaleza, além de Porto Alegre, é uma iniciativa nacional criada para fortalecer as organizações e as lideranças que apoiam negócios de impacto nos territórios. A proposta parte do entendimento de que empreendedores comprometidos com soluções socioambientais precisam de apoio técnico, acesso a capital, conexões e condições adequadas para desenvolver e ampliar suas atividades.  

Nacionalmente, a iniciativa reúne 12 organizações financiadoras (Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), Instituto Helda Gerdau, Instituto Itaúsa, Somos UM, Cosan, Fundação Educar, Fundação Feac, Fundação Grupo Boticário, Instituto Beja, Instituto Humanize, Instituto Sabin e RD Saúde) e atua no fortalecimento dos ecossistemas locais de impacto.  

Para Beatriz Johannpeter, diretora do Instituto Helda Gerdau, o período de cinco anos de atuação da Coalizão pelo Impacto demonstra a importância de uma filantropia estratégica e de longo prazo para a transformação dos territórios. “Não é comum um financiador se dispor a financiar um projeto por cinco anos. Essa é uma cultura que estamos transformando e que é muito importante para os impactos sociais serem mais efetivos. A transformação não acontece por meio de ações isoladas. É preciso articular diferentes atores e diferentes tipos de capital para construir um ecossistema mais robusto”, afirma.   

Até julho de 2026, 865 negócios haviam recebido apoio técnico ou participado de programas financiados pela Coalizão Nacional, superando a meta inicial de 600 negócios. Também foram mapeados R$ 83,9 milhões em investimentos públicos e privados destinados a negócios de impacto e R$ 6,3 milhões mobilizados para organizações dinamizadoras. 

Fonte: CORE Comunicação & Relacionamento 
Crédito: Giancarlo Rubynick Kopczynski

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