Documentário sobre afeto negro inicia filmagens Porto Alegre

Começaram no dia 21 de janeiro, em Porto Alegre, as filmagens do documentário EU AFETO, obra contemplada pela Lei Paulo Gustavo que investiga como a herança africana permeia e rege a vida de pessoas negras. Dirigido pela artista multidisciplinar e escritora Laila Garroni, o filme propõe um olhar sensível e profundo sobre afeto, ancestralidade e pertencimento.

Por meio de entrevistas, relatos e imagens poéticas, EU AFETO investiga o afeto existente entre pessoas negras e a que cosmologias ele responde. “A palavra afeto vem sendo usada muito frequentemente dentro da nossa comunidade nos últimos anos. Tal uso levou a um tipo de romantização que eu acredito que pode ser problemática. Nosso filme quer fazer esse retorno à raiz dessa palavra e ao que ela representa dentro do nosso contexto”, explica a diretora. 

O filme reúne convidados cujas trajetórias atravessam arte, pensamento e espiritualidade. Entre eles estão Katiúscia Ribeiro, filósofa especializada em filosofia africana e apresentadora do programa O Futuro é Ancestral (GNT); Nina Fola, artista multidisciplinar, socióloga e cofundadora do coletivo Atinuké – Pensamento de Mulheres Negras; e Ademiel de Sant’Anna Junior, psicólogo, mestre doutorando pela UFRGS, escritor e poeta.

O documentário integra o movimento artístico de mesmo nome, que também dará origem a uma exposição multidisciplinar prevista para estrear no segundo semestre de 2026, em Porto Alegre. A exposição deve reunir 20 artistas negros com obras inéditas sobre a mesma temática. 

As filmagens do documentário seguem até o dia 1º de março, e a previsão é que o curta inicie seu circuito por festivais internacionais ainda em 2026.

Sobre a diretora
Laila Garroni é artista multidisciplinar, escritora e fundadora da Mamangava Lab., laboratório de criações e audácias. Formada em Jornalismo (PUC-RS) e em Teatro (Stella Adler, Nova York), tem como foco de pesquisa o afeto negro e narrativas diaspóricas. É autora do livro Quando o Furacão Te Leva para Casa, vencedor do Prêmio Carolina Maria de Jesus (MinC, 2024), e tem trajetória no audiovisual, teatro e literatura no Brasil e no exterior.

Fonte: Laila Garroni – Mamangava – laboratório negro de criação e audácias
Crédito: Josemar Afrovulto / Divulgação

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