Escala promove debate sobre como transformar dados em decisões mais humanas

Como transformar dados em decisões que realmente compreendam as pessoas? Essa foi a provocação que conduziu a segunda edição do FRICÇÃO, plataforma de debates da Escala, realizada nesta semana, em Porto Alegre. O encontro reuniu profissionais das áreas de marketing, comunicação, tecnologia e negócios para discutir como dados, inteligência artificial e comportamento podem contribuir para estratégias mais relevantes, conectadas à realidade das pessoas.

Com mediação de Roberta Selister, sócia e diretora de Data Analytics da Escala, o debate recebeu Lisiane Lemos, secretária de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul. A conversa partiu de uma pergunta provocadora — os dados nos aproximam ou nos afastam das pessoas? — e percorreu temas como inteligência artificial, comportamento, inclusão, diversidade, inovação e os limites da tecnologia na construção de estratégias mais relevantes.

Ao longo do encontro, uma das principais reflexões foi o paradoxo vivido atualmente por empresas e organizações. Nunca houve tanto acesso a informações sobre comportamento, consumo e interação. Ainda assim, compreender pessoas continua sendo um exercício que exige muito mais do que indicadores e algoritmos. O debate destacou que, embora os dados sejam fundamentais para orientar decisões, eles não substituem contexto, repertório, diversidade de perspectivas e escuta ativa. Em um cenário cada vez mais orientado por métricas, decisões mais consistentes também dependem da capacidade de perceber aspectos que os indicadores, sozinhos, não conseguem revelar.

A discussão também abordou temas como inteligência artificial, propriedade intelectual, saúde mental, inclusão digital e desigualdades de acesso. Ao compartilhar experiências e exemplos recentes, Lisiane reforçou que inovação e tecnologia precisam caminhar lado a lado com responsabilidade, ética e diversidade, para que algoritmos e sistemas não ampliem invisibilidades já existentes. “Dados são fundamentais para orientar decisões, mas só geram valor quando conseguimos transformá-los em compreensão. É nesse encontro entre informação, contexto e sensibilidade que surgem as estratégias mais relevantes para as marcas.” relata Roberta Selister, sócia e diretora de Data Analytics da agência. 

Criado para estimular conversas abertas sobre os temas que estão transformando o mercado, o FRICÇÃO propõe um formato baseado no diálogo entre diferentes perspectivas, aproximando profissionais de áreas distintas para discutir comunicação, inovação, comportamento e negócios. Mais do que apresentar respostas prontas, a iniciativa busca provocar reflexões sobre os desafios enfrentados por marcas, empresas e instituições em um cenário de transformações cada vez mais aceleradas.

Depois de estrear discutindo os desafios das marcas na compreensão das novas gerações, o FRICÇÃO ampliou seu território de debate ao colocar em pauta uma das questões mais relevantes da atualidade: como utilizar dados e inteligência artificial sem perder de vista aquilo que nenhuma tecnologia consegue substituir — a capacidade humana de interpretar contextos, compreender diferentes realidades e transformar informação em decisões mais conscientes.

Fonte: Miltinho Talaveira – Comunicação & Relacionamento
Fricção 02 – Escala – Divulgação

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