Minhas águas, novo livro de poemas de Malu Baumgarten, terá lançamento na Feira do Livro de Porto Alegre
O segundo livro de Malu Baumgarten, uma coleção de 31 poemas, será lançado na Feira do Livro de Porto Alegre, com sessão de autógrafos da autora no dia 10 de novembro às 19h. Dedicado às irmãs Maíra e Bebê Baumgarten, o livro abre e se encerra com fotos de família. Das vinte fotografias que compõem a obra, dezoito são da própria autora: paisagens do litoral gaúcho e catarinense e da natureza urbana de Toronto, no Canadá. Cláudia Chigres abre sua apresentação da seguinte forma: “O livro Minhas águas, da jornalista, fotógrafa e poeta gaúcha Malu Baumgarten, é uma obra de profunda sensibilidade íntima, social e ecológica. A coletânea utiliza a fluidez e a força da água como fio condutor para tecer uma narrativa poética que nasce do isolamento da memória e deságua no confronto com a realidade”.
Dividido em seis partes, Minhas águas abre com o poema Canibal, que não pertence a nenhuma das seções, e é uma espécie de apanhado biográfico de uma alma aventureira. A primeira seção, Minhas águas, uma suíte de abandonos e desejos, aborda a relação íntima da autora com o universo líquido do mar, rios e lagoas, ora através dos cenários de sua infância e adolescência, permeados pela relação com o pai, ora com um olhar sobre o litoral de Santa Catarina, e finalmente sob a forma ameaçadora de enchentes e águas que se rebelam devido à devastação do meio ambiente e políticas irresponsáveis.

A segunda seção, O lugar selvagem – de mulheres e bestas, descortina a intimidade da mulher, de seus medos e desejos e da irrelevância destes em face da vontade do homem. Mulheres – outro olhar dá à mulher mítica uma nova feição: uma Penélope que despreza o marido, Edith, a mulher de Ló, com sua face humana e a vontade de viver, e as sereias da mitologia grega, não mais monstros, mas sábias e vingadoras dos disparates masculinos.
A quarta parte, As paragens do tempo, uma suíte circular, é uma viagem ao passado, a uma autora ainda jovem e inocente com sua visão particular do mundo no começo dos anos 80. Idade, alteridade e permanência – vertigens aborda os temas da velhice, da mudança contínua, do fim (da vida e do mundo), do outro que não reconhecemos e tememos (em ‘chasing the dragon.’). E finalmente, Outras palavras, traz tudo o que não cabe: um passeio da autora pelo universo das palavras, com um poema sobre a dor, uma visão do amor pelo olhar do homem, poemas de amor perdido, a gata Matilda e um gran finale que encara o fim e declara o propósito de deixar na terra o seu ‘ovo de dragão’, aquilo que ela escreve. “Ao percorrer o fluxo indomável de Minhas águas, compreende-se que a obra de Malu Baumgarten não busca a contemplação passiva, mas o transbordamento. Diante da degradação do tempo, do espaço e das estruturas políticas, a autora encontra na palavra poética o seu grande ato de resistência, enfrentando a crueza do espelho com a urgência de quem corre contra o relógio biológico” afirma a escritora Cláudia Chigres em sua apresentação da obra de Malu.
“Muitas águas se encontram na poesia de Malu Baumgarten, águas claras e revoltas, águas de rio e de mar, que fluem e refluem da memória ou do corpo, águas que são tanto um fiozinho de nascente quanto imensidão de oceanos, águas do princípio de tudo (Nasci pequena na vertente da serra e cresci) que são também as águas do fim do mundo (Rugidora no inverno,/cresço, afogo, arrasto bicho/abocanho as margens). Isso para dizer que em seu novo livro, a poeta congrega a força natural das imagens próprias ao elemento escolhido como condutor da matéria lírica ao rigor que orienta escolhas metafóricas, rítmicas, semânticas” reflete Micheliny Verunschk, escritora e historiadora que assina a orelha da obra.
Em Minhas Águas, Malu se inspira na música de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Johnny Alf, Calé e Fausto Nilo, Itamar Assumpção e Lou Reed, e em escritores e poetas como Maupassant, Calderón de La Barca, T. S. Eliot, Jon Sandbach, Natalie Diaz, Margaret Atwood, Orides Fontela e Henriqueta Lisboa, entre outros.
Malu Baumgarten, nascida Eurídice Baumgarten Corrêa em Porto Alegre, RS, é jornalista, fotógrafa e escritora. Graduada em Inglês e Literatura (2000) e em Escrita Criativa (2025) pela York University, em Toronto, Canadá, escreve em português e em inglês. É autora do livro bilíngue “A poesia da hora braba/Poetry of the Wild Hour” (Invencionática/Bestiário, 2023). Foi organizadora da antologia Enchente e revisora de Tempos Sombrios, ambas publicadas pela Editora Bestiário. Faz parte do Mulherio das Letras-RS. É apresentadora do programa semanal online “Mais Garopaba”.
Minhas águas, poesia
Autora: Malu Baumgarten
Edição: Manuela Dipp / Selo Invencionática/ Editora Bestiário
Coordenação editorial: Roberto Prym
Foto da capa: Malu Baumgarten
116 páginas
Fotografias: Malu Baumgarten e/ou arquivo pessoal de Malu Baumgarten
MINHAS ÁGUAS – lançamento do livro de Malu Baumgarten
Dia 10 de novembro, às 19h
Feira do Livro de Porto Alegre – Praça de Autógrafos
Redes da autora
https://www.instagram.com/urubuquaqua
https://www.facebook.com/MaluBaumgarten
www.noseoutras.com
Bestiário
https://www.bestiario.com.br/livros/minhas_aguas.html
Fonte: Bebê Baumgarten Comunicação
