“Sete Cabeças” reúne trabalhos de sete fotógrafos em galeria a céu aberto no Píer do Gasômetro

A Galeria Escadaria abre no dia 18 de abril (sábado), a partir das 15h, “Sete Cabeças”, exposição que reúne os trabalhos de sete fotógrafos, que embora distintos em linguagem e abordagem, convergem em potência estética e relevância contemporânea. A curadoria é de Marcos Monteiro, que já realizou 42 exposições a céu aberto em Porto Alegre, São Paulo, Pelotas e Gramado. A visitação ocorre diariamente, ao longo de 24h, até o dia 3 de junho, no Píer da Usina do Gasômetro.

As fotos abordam temas como religiosidade, sobrevivência humana, deslumbramento diante da natureza, manifestações populares e dimensões do imaginário e do surreal. Cynthia Feyh Jappur expõe “Utopia Cromática”; Douglas Fischer, “Siré –  Dança dos Orixás”; Fernando Kokubun, “Vestígios”; Hilton Lebarbenchon, “Ao Sul do Mundo”; Iara Toonidandel, “Peso do Olhar Infantil”; Míriam Ramalho, “Mães de Dzaleka” e Roberta Tavares, “Pernambuco: Onde o Chão Ferve e a Alma Dança”.

Expo Sete Cabecas – Iara Tonidandel

Mais do que uma exposição, ‘Sete Cabeças’ é um encontro de olhares que tensionam, sensibilizam e expandem as possibilidades da fotografia contemporânea“, afirma Marcos Monteiro, criador da Galeria Escadaria, que funcionou desde 2021 no Viaduto Otávio Rocha, na avenida Borges de Medeiros e por conta das obras de restauração passou para o Pier do Gasômetro, ambos cartões postais de Porto Alegre. O fotógrafo, curador e produtor é conhecido por seus projetos curatoriais a céu aberto com forte impacto social e estético, tendo com suas exposições públicas integradas à vida urbana ganho homenagem pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre e o Prêmio Açorianos de Artes Visuais.

PARTICIPANTES

Cynthia Feyh Jappur – “Utopia Cromática”
Destaca-se pela intensidade visual e pela criação de imagens que operam no limite entre controle e imprevisibilidade. Sua obra é marcada por explosões cromáticas e sobreposições que, à primeira vista, sugerem o caos, mas se organizam de forma sensível e harmônica ao olhar.

Douglas Fischer – “Siré. Dança dos Orixás”
Fotógrafo gaúcho premiado e coautor do livro “Fulgêncio, transcende o registro documental ao abordar a celebração de Oxum. Seu trabalho captura a dimensão simbólica e emocional dos rituais, traduzindo com sensibilidade a força espiritual presente nas imagens.

Fernando Kokubun – “Vestígios”
O fotógrafo porto-alegrense constrói narrativas visuais marcadas por tensão, ausência e transitoriedade. Em preto e branco, suas imagens intensificam contrastes e conduzem o olhar a zonas de ambiguidade. A presença humana surge como vestígio: corpos borrados e espectrais indicam a impermanência e a dissolução do sujeito no espaço.

Hilton Lebarbenchon – Ao Sul do Mundo
Mais do que uma coordenada geográfica, o sul da América do Sul aparece como experiência sensível de vastidão e silêncio. Paisagens imponentes — montanhas, cumes nevados e céus rarefeitos — constroem um território onde o tempo parece suspenso. A presença humana, mínima, não domina: coexiste com a força primordial da natureza.

Iara Toonidandel – Peso do Olhar Infantil
A artista apresenta retratos de crianças de países como Tailândia, Nepal, Colômbia, Ruanda, Tanzânia, Sri Lanka e Etiópia. Longe de qualquer apelo à piedade, seus olhares convocam responsabilidade. Cada imagem revela infâncias atravessadas por desigualdades, trazendo à tona questionamentos profundos por meio de uma abordagem documental sensível.

Míriam Ramalho – Mães de Dzaleka
Fotógrafa carioca com trajetória consolidada em expedições internacionais e autora de cinco livros, Míriam apresenta um recorte documental sobre mães refugiadas no campo de Dzaleka, no Malawi. Seu trabalho, também registrado em publicação editorial, evidencia com profundidade e respeito às realidades vividas por essas mulheres.

Roberta Tavares – Pernambuco: Onde o Chão Ferve e a Alma Dança
Com uma trajetória extensa e reconhecida, Roberta Tavares propõe uma leitura autoral do Carnaval de Pernambuco. Suas imagens vão além do registro e constroem uma narrativa em que corpo, ritmo e território se entrelaçam. Em cidades como Recife, Olinda, Nazaré da Mata e Carpina, o espaço urbano é transformado pela força da ocupação coletiva.

SERVIÇO
Abertura: 18 de abril (sábado), a partir das 15h.
Local: Pier da Usina do Gasômetro
Encerramento:3 de junho de 2026.
Visitação:Diária, ao longo de 24h. Entrada franca.

Fonte: Vera Pinto – Imprensa
Expo Sete Cabecas – Cynthia Jappur

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